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O que Gramado Summit 2026 me ensinou sobre inovação, pessoas e o gap que ainda separa o discurso da prática

Por Lobato
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O que Gramado Summit 2026 me ensinou sobre inovação, pessoas e o gap que ainda separa o discurso da prática

Há uma semana, saí do Gramado Summit 2026 com a cabeça fervilhando.

Foram três dias imerso em um dos maiores ecossistemas de inovação do país, rodeado por cases reais, debates profundos e uma energia que misturava tecnologia com algo cada vez mais raro no ambiente corporativo tradicional: humanidade genuína.

O slogan "Make to Human" não era apenas um tema estético estampado nos banners. Ele pulsou em cada arena, em cada conversa de corredor e em cada provocação feita nos palcos. Como líder de tecnologia, minha missão foi filtrar o ruído e entender o que realmente moldará os próximos anos.

1. Os Pilares da Experiência

Arena AI Brasil - Experts subiram ao palco com cases reais de Inteligência Artificial aplicada em negócios. Sem hype vazio, sem promessas irreais de ficção científica. Vimos dados, execução e resultados tangíveis.

Foi uma demonstração clara de que a maturidade da IA no Brasil está avançando rápido, saindo da fase de experimentação para a fase de valor estrutural.

Palco Principal - Gustavo Cerbasi trouxe uma perspectiva sobre investimentos que vai muito além do dinheiro: é sobre tempo, propósito e decisões conscientes. Luciano Potter e Marcos Piangers, cada um à sua maneira, lembraram que por trás de qualquer tecnologia existe uma dimensão que nenhum algoritmo substitui: a experiência humana e a capacidade de contar histórias que conectam.

Palco Divergentes - Este merece destaque à parte. Com uma proposta ousada de questionar o "sempre foi assim", o palco incentivou o debate sobre temas que movimentam o mercado e inspiram novas formas de pensar. Foi desenhado para fazer visões colidirem.

O formato, onde o público subia ao palco e debatia junto, foi disruptivo e sensacional, eliminando o filtro corporativo e enriquecendo a reflexão filosófica e social.

2. IA + Humanos: O Falso Dilema

O evento deixou claro que o hype da Inteligência Artificial está amadurecendo. O deslumbramento inicial cedeu espaço para perguntas mais sofisticadas: como aplicar IA com responsabilidade? Como equilibrar automação com empatia? Como garantir que a tecnologia sirva às pessoas, e não o contrário?

Minha percepção é que o comportamento humano, esse "novo hype" prestes a explodir, é na verdade a âncora que faltava. Não se trata de escolher entre IA e pessoas. Trata-se de entender que tecnologia sem propósito humano é apenas barulho caro.

3. O Elefante na Sala: O Gap de Incentivo

Aqui reside minha reflexão mais sincera e provocativa. Como ainda existem empresas que não incentivam, e outras que simplesmente "proíbem", seus profissionais de participarem de eventos como este? Eventos como a Gramado Summit não são "folga" ou "passeio". São investimento estratégico.

4. Liderança que Inspira ou Hierarquia que Aprisiona?

Exposição: contato com novos contextos, pessoas e ideias divergentes.

Autonomia: profissionais que têm confiança para exercer seu julgamento.

Investimento Compartilhado: empresa e profissional caminhando juntos no desenvolvimento.

5. Conclusão e Chamado à Ação

O evento deixou claro que o futuro pertence às organizações que entendem que tecnologia e humanidade não são forças opostas, mas aliadas. Quem investe em pessoas, em exposição e em autonomia, colhe inovação de verdade.