"Qual a sua linguagem de programação preferida?" — A pergunta que separa o executor do gestor estratégico
"Qual a sua linguagem de programação preferida?"
Essa é a pergunta que separa o executor do gestor estratégico.
Em uma reunião recente, trouxeram um desafio crítico para a nossa operação de distribuição: o WMS precisava disparar alertas em tempo real de anomalias no estoque e o ERP no financeiro, via WhatsApp e e-mail.
Até aí, um excelente desafio de negócio (com as devidas ressalvas de minha parte, governança e segurança sobre o uso corporativo do WhatsApp).
Foi quando alguém na mesa perguntou: "Qual linguagem você acha melhor para construir isso? Eu prefiro Java."
Minha resposta foi um balde de água fria no preciosismo técnico: "Depende. Talvez a gente nem precise escrever uma linha de código para isso."
Sugeri avaliarmos ferramentas prontas de BPMN, N8N ou soluções no-code antes de abrir a IDE e começar a codar.
Em operações de distribuição, onde a margem é estreita e a velocidade dita o jogo, cada escolha tecnológica passa por uma matriz implacável: capacidade técnica e curva de aprendizado da equipe, custo de manutenção no longo prazo, tempo de resposta versus o prazo estabelecido.
Nenhuma empresa pode ser refém de uma única stack de tecnologia só porque é a zona de conforto do time. Cada problema exige uma solução desenhada para a sua realidade.
O verdadeiro líder de TI não é o guardião de uma linguagem. Ele é o arquiteto que escolhe a ferramenta exata para proteger o P&L da companhia.
Você é apaixonado pela tecnologia ou pelo problema que ela resolve?