O perigo do "Herói do Caos": Por que premiar o salvador da pátria está sabotando a sua TI
O perigo do "Herói do Caos": Por que premiar o salvador da pátria está sabotando a sua TI
"Temos uma pessoa no time que tem algumas limitações, mas é a única que resolve tudo quando a operação está pegando fogo."
Se você é gestor ou executivo, é provável que já tenha ouvido (ou até dito) uma frase parecida. A figura do "salvador da pátria" é sedutora. Ele é o profissional que entra em cena quando o sistema cai, o cliente reclama e o caos se instaura. Ele resolve o problema, recebe os aplausos e a empresa respira aliviada.
Mas o que acontece nos bastidores dessa narrativa?
Ao analisar as rotinas, os processos e, principalmente, ao ouvir a equipe, o verdadeiro problema saltou aos olhos. O "herói" não resolvia os problemas por ser tecnicamente superior. Ele resolvia porque era o único que detinha as chaves.
Para a diretoria, ele era indispensável. Para a operação, ele era o maior risco do negócio.
Se uma operação depende de uma única pessoa para não parar, você não tem um time de TI. Você tem um refém. A verdadeira maturidade tecnológica acontece quando o conhecimento é democratizado, os processos são claros e a resolução de problemas se torna uma rotina previsível, não um evento cinematográfico.